sexta-feira, 31 de julho de 2009

Simbolo da Mãe Mirra Alfassa


O Círculo central representa a Divina Consciência.

As quatro pétalas representam os quatro aspectos da Mãe

As doze pétalas representam os 12 atributos da Divina Mãe

OS QUATRO ASPECTOS DA DIVINA MÃE

MAHAKALI - Altura, Força e Energia

MAHALAKSHMI - Beleza eterna, Harmonia divina, um Encanto irresistível e universal, uma fascinante Ananda.

MAHESWARI - Uma vasta e intangível sabedoria e um grande e tranquilo poder.

MAHASARASWATI - Poder de trabalho, espírito da perfeição e ordem.



Uma pequena lembrança da formatura da nossa querida Turma Zen 2006.


As doze pétalas representam os 12 atributos da Divina Mãe


12 pétalas - Poderes manifestados

1-Progresso ( Laranja escuro) - Gerson

2-Receptividade (Laranja Claro) – Lúcia

3-Aspiração (Amarelo escuro) – Márcio

4-Perseverança – (Amarelo claro) – Vânia

5-Gratidão (verde-claro) – Anselmo

6-Humildade (Verde-escuro) – Sônia

7- Sinceridade (Azul claro) – Daniel

8- Paz (Azul –forte) –Nadja

9- Igualdade (Azul marinho) – Pablo

10- Generosidade (Lilás) – Oneide

11- Bondade ( Rosa) – Dorival

12- Coragem ( Vermelho) - Rúbia

4 Pétalas - Poderes

13 – Maha Ishwara – Elaine

14 – Maha Kali – Kunt Paula

15 – Maha Saraswati – Estrelinha Júlia

16- Maha Lakshimi – Jocelina



Divina Consciência - Centro

17- Aditi -Dourado - Dipit (Gota de vida) Simone

12 pétalas - Poderes manifestados

1-Progresso ( Laranja escuro) - Gerson

Pág 15 – 1 Pensamentos da Mãe

Cada nova aurora enseja a possibilidade de um novo progresso.

2-Receptividade (Laranja Claro) – Lúcia

Pág 47 – 2 Pensamentos da Mãe

Senhor, gostaria de ser sempre diante de Ti como uma página perfeitamente em branco, para que tua vontade fosse gravada em mim sem qualquer dificuldade ou mistura.

3-Aspiração (Amarelo escuro) – Márcio

Pág 23 -5 Shakti

Sufocados pela superficialidade da natureza humana, aspiramos pelo conhecimento que verdadeiramente conhece, pelo poder que verdadeiramente pode, pelo amor que verdadeiramente ama.

4-Perseverança – (Amarelo claro) – Vânia

Pág 19-2 Pensamentos da mãe

Uma vontade perseverante supera todos os obstáculos.

5-Gratidão (verde-claro) – Anselmo

Pág 23-3 Shakti

A alma está consciente do que está recebendo e vive em infindável gratidão.

6-Humildade (Verde-escuro) – Sônia

Pág 11-2 Pensamentos da mãe

Querer aquilo que Deus quer, eis o supremo segredo.

7- Sinceridade (Azul claro) – Daniel

Pág 47-1 Pensamentos da mãe

Sejamos sinceros, cada vez mais sinceros. A sinceridade exige que cada um em seus pensamentos, em seus sentimentos, em suas sensações e em suas ações deve expressar nada mais que a verdade central de seu ser.

8- Paz (Azul –forte) –Nadja

Pág 37-2 Pensamentos da mãe

A paz vasta e a calma estão lá, à espera de que te abras a elas e as recebas.

9- Igualdade (Azul marinho) – Pablo

Pág 14-1 Pensamentos da mãe

É verdadeiramente grande aquele que está acima das ofensas e insultos.

10- Generosidade (Lilás) – Oneide

Pág 36-2 Pensamentos da mãe

O amor verdadeiro, aquele que satisfaz e ilumina, não é o amor que se recebe, mas o amor que se dá.

11- Bondade ( Rosa) – Dorival

Pág 40 Pensamentos da Mãe

Esteja sempre no mais alto de você mesmo, não importa o que aconteça.

12- Coragem ( Vermelho) - Rúbia

Pág 13-2 Pensamentos da mãe

A coragem é sinal de nobreza da alma. Mas esta coragem deve ser calma e segura de si, generosa e benevolente.

4 Pétalas - Poderes

13 – Maha Ishwara – Elaine

Pág 45-2 Pensamentos da mãe

Por trás da superfície das coisas há um mar de perfeita consciência, no qual podemos sempre mergulhar.

14 – Maha Kali – Kunt Paula

Página 12 Pensamentos da Mãe

Nada está em segurança, exceto o que se dá ao Divino.

15 – Maha Saraswati – Estrelinha Júlia

Página 12 Pensamentos da Mãe


Trabalhar para o Divno é orar com o corpo.

16- Maha Lakshimi – Jocelina

Pág 22 Pensamentos da mãe

A princípio, amamos apenas quando somos amados. A seguir, amamos espontaneamente, mas queremos ser amados em troca. Mais tarde, amamos mesmo se não somos amados, mas ainda assim queremos que nosso amor seja aceito. E, finalmente, amamos pura e simplesmente, sem nenhuma outra necessidade ou alegria que a de amar.


Divina Consciência

Centro

17- Aditi -Dourado - Dipit (Gota de vida) Simone

O G U R U

...Levanta teus olhos em direção ao Sol. Ele lá está nesse maravilhoso coração de vida e luz e esplendor. Observa à noite as inúmeras constelações cintilando como outras tantas fogueiras solenes do Eterno no silêncio ilimitado, que não é nenhum vazio, mas pulsa com a presença de uma única existência calma e tremenda. Olha lá Orion com sua espada e cinto brilhando como brilhou aos antepassados Arianos há dez mil anos atrás, no começo da era Ariana; Sirius no seu esplendor, Lyra percorrendo bilhões de milhas no oceano do espaço. Lembra-te que estes mundos inumeráveis, a maior parte deles mais poderosos que o nosso próprio, estão girando com a velocidade indescritível ao aceno desse Ancião dos Dias, a quem ninguém, exceto Ele, conhece, e contudo são milhões de vezes mais antigos que o teu Himalaia, mais firme que as raízes de tuas colinas e assim permanecerão até que Ele, à sua mercê, sacuda-os como folhas murchas da eterna árvore do Universo. Imagina a perpetuidade do Tempo, considera a incomensurabilidade do Espaço; e então, lembra-te que, quando estes mundos ainda não existiam, Ele era o Mesmo que agora, e quando não existirem mais, Ele será ainda o Mesmo. Observa que além de Lyra Ele está, e no longínquo Espaço onde as estrelas do Cruzeiro do Sul não podem ser vistas, ainda assim Ele lá está. E então volta à terra e considera quem é este Ele. Ele está bem perto de ti. Repara naquele homem idoso que passa perto de ti, abatido e curvado, com seu bastão. Imaginas tu que é Deus quem está passando? Há uma criança rindo e correndo ao sol. Podes tu ouvi-Lo nesse riso? Não, Ele está ainda mais próximo de ti. Ele está em ti, Ele é tu mesmo. És tu quem ardes lá longe, há milhares de milhas de distância, nas infinitas extensões do Espaço, que caminhas com passos confiantes sobre os turbulentos vagalhões do mar etérico. És tu quem colocastes as estrelas em seus lugares e teceste o colar de sóis, não com mãos, mas por este Yoga , esta Vontade silenciosa, impessoal e inativa, que te colocou hoje aqui, ouvindo a ti mesmo em mim. Olha para cima, ó filho do Yoga antigo, e não sejas medroso e cético; não temas, não duvides, não lamentes; porque em teu aparente corpo está Aquele que pode criar e destruir mundos com um sopro.

Upanishads


sábado, 25 de julho de 2009

Flor + oração = floração



Flor + oração = floração

Unindo a beleza da flor com a força da oração... Flor- orando, flor-agindo, flor-amando é como deveríamos levar a vida... Para Mirra Alfassa (1878-1973), a amorosa Mãe, mestra espiritual francesa, as flores falavam. Nos jardins e em arranjos dentro da casa, comunicavam qualidades que beneficiavam a vida. Anote algumas de suas sugestões e citações. Elas foram extraídas do livro Flowers and Their Messages (ed. Auropress Publications, Auroville, Índia, 1973).


“As flores falam, se soubermos ouvi-las”
A mestra Mirra Alfassa acreditava que as cores expressam os diferentes níveis de consciência das plantas. As flores brancas são as que realizaram em si a perfeição. O branco significa “vida purificada”. O laranja-dourado é a cor que se sintoniza com a intuição. As flores amarelas falam do anseio de realização espiritual. O azul indica a influência da graça divina. O rosa (especialmente o levemente lilás) é a irradiação do amor incondicional. O vermelho e as cores escuras relacionam-se ao corpo ou à matéria.

Proteção
“A entrega ao Divino é a melhorproteção”
Proteção é o trabalho maior da trepadeira buganvília, ou primavera. O espaço da flor sugere um casulo, um “ambiente protegido”. A cor branca fala de proteção integral, e a vermelha, de proteção física. O capim-cidreira e a citronela ancoram na Terra a ajuda superior. Suas folhas pontiagudas lembram espadas, prontas a defender o lugar.O azul das flores do plumbago, ou bela-emília, associa-se à presença divina e nos tranqüiliza.

Amor Divino

“Amar infinitamente todo o imenso conjunto de seres. É isso o que peço a Ti, Senhor”
As flores do amor-perfeito parecem corações sobrepostos, e a mestra Mirra as considerava “cheias de bons pensamentos”.

Mas, talvez por seu esplendor, é a rosa que representa a essência do Amor Divino.


As orquídeas ensinam que só existe segurança naquilo que é eterno, pois a maioria delas não se enraíza na terra, mas apóia-se sobre galhos, não extraindo deles nenhum alimento.


Perseverança
“A não ser que você esteja disposto a iniciar a mesma coisa mil vezes, se necessário, não chegará a lugar algum”
O amarelo da calêndula e da trepadeira alamanda estimula a perseverança e o triunfo. O radiante girassol transmite força espiritual. O minicrisântemo foca a energia dos detalhes e sugere que nada é tão pequeno que não mereça atenção e cuidado. A cor laranja da capuchinha vibra o encorajamento.


Progresso
“A melhor maneira de não envelhecer é fazer do progresso espiritual a meta da sua vida”
As flores da helicônia (bananeira-de-jardim) e da estrelítzia (ave-do-paraíso) lembram pássaros exuberantes, livres para “ser e fazer eternamente”. As pequenas flores da violeta se escondem junto às folhas, sugerindo humildade ou “o agir sob inspiração divina”.


Beleza
“A expressão da beleza exige a abdicação do egoísmo”
Todas as flores são belas, mas cada uma trabalha a beleza de jeito diferente. Os cactos, espinhosos por fora e suculentos por dentro, comunicam que a beleza maior reside nas profundezas de nosso íntimo. As dálias, rebuscadas, expressam poder e dignidade espiritual. A suave camélia é a beleza da tranqüilidade.


Serenidade
“Diante das situações adversas, quanto mais calmo você estiver, mais forte se tornará”
As coníferas (árvores que jamais perdem as folhas, como o pinheiro e a tuia) comunicam a vitalidade perpétua, nunca afetada pelas circunstâncias externas. A força dos lírios reside na paz que irradiam. A pureza das flores brancas do jasmim foi traduzida como sinceridade perfeita. A floração exuberante do gerânio parece expressar uma felicidade espiritual que nada pode perturbar.

Para a mestra Mirra, as flores são bênçãos da natureza, manifestações da alma do cosmos, sorrisos do amor divino, preces silenciosas ao Criador.

Quando lhe perguntaram como melhor receber a influência benéfica das flores, ela simplesmente respondeu: “Amando-as”.

Se pudermos amar uma flor, começaremos talvez a flor-e-ser e, depois, se permitirmos que nosso amor se amplie, poderemos – em flor-ação — amar o mundo. Tudo começa com uma flor.)

Carlos Solano é arquiteto e escritor, autor de livros de arquitetura e de Feng Shui.

Um Espirito de Bambu



Desejo-lhe, amigo,
Que coisas melhores,
Que eu posso desejar para você
Nem saúde, nem riqueza,
Nem sorte, mas apenas,
Um espírito de bambu.
Dobrar com o vento,
E, assim, sobreviver.
Embora tempestades façam você deitar,
Não chore pelo destino,
Na Primavera será ereto,
Como uma árvore forte.
Riqueza pode ser perdida,
E saúde pode desaparecer,
Mas você vai ser sábio e verdadeiro.
Se você pode dobrar
E você pode crescer
Com um espírito de bambu!
Helene B. Grouse


O bambu demora para crescer para que as suas raízes fiquem bem firmes e profundas, só depois ele começa a se desenvolver, demora bastante tempo para isso porque ele sabe de sua importância. Outra coisa, o bambu já nasce oco, ele sabe disso, então se prepara com os nós, que a cada fase nasce e cicatriza, formando uma base para outros nós. Também cresce somente para o alto, não tem galhos, por isso quando o vento bate nele o efeito é pequeno, ele balança mas não quebra. E por final, quando ele ta nascendo, já vai cuidando para que outros bambus nasçam junto dele, fazendo esse montinho de bambu.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Girassol



Girassol

A consciência voltada para a luz supramental é o senso da verdade e vai encontrá-lo somente na satisfação da verdade.

A vida deve florescer com uma flôr oferecendo-se para o Divino.
A Mãe ( Mirra Alfassa)

Prece para aqueles que desejam servir ao divino




Glória a Ti, Senhor, triunfador de todos os obstáculos.
Permite que nada em nós crie obstáculos a Tua obra.
Permite que nada retarde Tua manifestação.
Que Tua vontade seja feita em todas em tudo e a cada momento.
Estamos diante de Ti para que Tua vontade se cumpra em nós, em todos os elementos, em todas as atividades de nosso ser, de nossas alturas supremas até as menores células de nosso corpo.
Permite que Te sejamos inteiramente e eternamente fiéis.
Queremos estar completamente sob Tua influência, excluindo qualquer outra.
Permite que não nos esqueçamos nunca de Te sermos profundamente e intensamente reconhecidos.
Permite que não desperdicemos nunca nada de todas as coisas maravilhosas que Tu nos dás a cada instante.
Permite que tudo em nós colabore com Tua obra, que tudo esteja pronto para Tua realização.
Glória a Ti, Senhor, Realizador Supremo.
Dá-nos uma fé ardente, ativa, absoluta, inabalável em Tua Vitória.

A Mãe ( Mirra Alfassa)
23 de outubro 1937
Do livro Preces e Meditações II

Trecho do Livro de Paramahansa




"...Somente a pincelada de Deus é capaz de produzir cores que vibram com o frescor da vida, e que perdem o viço quando o homem tenta imita-las com simples pigmentos. O Senhor usa meios mais simples e eficazes: nada de tintas nem corantes, apenas raios de luz. Ele lança um feixe de luz, e o vermelho reflete-se; move de novo o pincel e sutilmente, o vermelho tinge-se de matizes de laranja e ouro. Com um impulso penetrante, Ele trespassa as nuvens, ferindo-as com um raio púrpura a gotejar um rastro em forma de mecha ou franja avermelhada..."

Foto que consegui próximo dessa descrição. Pura poesia...lindo!
Trecho do livro: Paramahansa Yogananda pag 393
Diário do Sr. Wright viajou junto com Paramanhansa Yogananda para Misore na India

domingo, 19 de julho de 2009

Mestres



DATAS IMPORTANTES:
No dia 21 de fevereiro de 1878, nasce em Paris Mirra Alfassa-A MÃE
No dia 17 de novembro de 1973, a Mãe deixa seu corpo - Mahasamadhi
No dia 15 de agosto de 1872 nasceu Sri Aurobindo
No dia 5 de dezembro de 1950, Sri Aurobindo deixou seu corpo - Mahasamadhi

SRI AUROBINDO

No dia 15 de agosto de 1872 nasceu Sri Aurobindo, filho do médico Dr. Krishna Dhan Ghose. Sua vida teve início em Calcutá, Índia. Sete anos depois, ele partiu para a Inglaterra com os seus dois irmãos mais velhos e foi educado na família do pastor Drewett.

A partir daí, Sri Aurobindo dedicou-se ao aprendizado de várias línguas modernas, história, literatura da Europa e começou a escrever poemas. Passados alguns anos, ele e seus irmãos separaram-se da família Drewett e este foi um período de grandes provações materiais, como relatou: “A minha vida toda foi uma luta com duras realidades, desde as privações e fome na Inglaterra. Foi um tempo de piores sofrimentos e da maior miséria. Minha vida foi uma batalha desde os primeiros anos e é ainda uma batalha”.

Apesar das adversidades, Sri Aurobindo concluiu os seus estudos e tornou-se diplomado, entretanto seus vínculos maiores eram com movimentos estudantis nacionalistas indianos e com a poesia.

Em 1893, ele retornou à Índia e descreveu assim sua nova realidade: “Desde que eu pisei no solo indiano, no porto... Em Bombaim, comecei a ter experiências espirituais (...).” Sua ocupação nos departamentos administrativos de Estado não o impediu de estudar sozinho o sânscrito e outras línguas indianas atuais e aprofundar-se nos Upanishads e na Gita. Continuou a escrever poemas e entre eles teve início Savitri , no qual dedicou-se até o fim de sua vida. Nesta época, seu pensamento político começou a tornar-se conhecido através de seus artigos. Mas é a partir de 1901 que ele se dedicou mais a atividade política, quando iniciou a organização de seu próprio movimento revolucionário.


Encontro com o Yoga

O seu encontro com o Yoga aconteceu três anos mais tarde: “Quando eu me aproximei de Deus, nesta época, eu quase não tinha uma fé viva Nele. O agnóstico estava em mim, o ateu estava em mim, o cético estava em mim, e eu não estava absolutamente certo de que houvesse um Deus. Eu não sentia a presença Dele e no entanto alguma coisa me atraiu para a verdade dos Vedas, a verdade da Gita, a verdade da religião hindu. Eu senti que devia haver uma verdade poderosa em alguma parte neste Yoga, uma verdade poderosa nesta religião baseada no Vedanta. Assim, quando eu me voltei para o Yoga , e resolvi praticá-lo e descobrir se minha idéia estava certa, eu o fiz neste espírito e com esta oração para Ele: Se Tu existes, Tu conheces o meu coração. Tu sabes que não peço liberação espiritual, eu não peço nada daquilo que os outros pedem. Eu peço apenas força para erguer esta nação, eu peço apenas que me seja permitido viver e trabalhar para este povo que eu amo, e rezo para que eu possa a ele devotar minha vida.”

Após esse decisivo encontro, Sri Aurobindo continuou a sua luta política pela independência da Índia. Em 1907, tornou-se abertamente o líder do partido nacionalista e instigou o movimento que quebraria o domínio sobre a política indiana. Sob a acusação de ter sido o incitador de um atentado, ele foi preso e, então, entregou-se ao Yoga. “Nesta reclusão veio para mim a primeira realização, a primeira lição. Eu me lembrei então de que um mês ou mais antes de minha prisão eu tinha recebido um chamado para pôr de lado toda a atividade, para retirar-me e olhar para dentro de mim, para que eu pudesse entrar em comunhão mais íntima com Ele. Eu era fraco e não podia aceitar o chamado (...). Pareceu-me que Ele falou de novo para mim e disse: ‘Os laços que você não teve a força de quebrar, eu quebrei para você, porque não é minha vontade e nem foi nunca minha intenção que isto devesse continuar. Eu tenho uma outra coisa para você fazer e é por isto que trouxe você aqui, para ensinar-lhe o que você não poderia aprender sozinho e para treiná-lo para o meu trabalho.'”, disse Sri Aurobindo.

Um ano depois foi absolvido e libertado. Através de suas palavras, durante as várias atividades de caráter coletivo que participou, tornou a animar a nação. “Unite, be free, be one, be great” - unam-se, sejam livres, sejam um, sejam grandes - era sua mensagem constante ao povo.

Pondicherry foi a sua nova morada, onde chegou em 4 de abril de 1910. A partir deste momento, sua atividade não era mais no centro da política, certo de haver cumprido a sua parte ao ajudar a iniciar o processo em prol da independência da Índia. Sua missão estava destinada pelos próximos 40 anos a aprofundar sua realização no Yoga e transformá-la numa realização terrestre.

Apesar dos percalços materiais vividos inicialmente nesse novo caminho, Sri Aurobindo manteve-se intensamente dedicado a sua Sadhana, que é o processo e prática de autodisciplina yóguica. Alguns discípulos o acompanharam.


A presença da Mãe

Em 29 de março de 1914, Mirra Alfassa encontrou-se pela primeira vez com Sri Aurobindo e escreveu: “Pouco importa se há milhares de seres mergulhados na mais espessa ignorância. Aquele que nós vimos ontem está na Terra; sua presença basta para provar que virá um dia em que a sombra será transformada em luz.” Mais tarde, foi dado a ela o carinhoso nome A Mãe.

Anos depois, ela se estabeleceu definitivamente em Pondicherry como discípula de Sri Aurobindo. Ele considerou A Mãe sua grande companheira espiritual e juntos deram vida ao Sri Aurobindo Ashram. Diariamente, ele divulgava aos discípulos e visitantes a visão do seu caminho no Yoga , o Yoga Integral, entre vários conhecimentos pertinentes acerca da vida.

Em 24 de novembro de 1926, Sri Aurobindo experienciou a descida da suprema Consciência que trazia a certeza do cumprimento de sua missão: trazer o plano supramental para baixo e torná-lo uma parte permanente da consciência da terra. Após essa marcante experiência, ele se afastou do convívio com os discípulos e dedicou-se exclusivamente na realização deste propósito. Mais tarde, a comunicação por cartas com seus seguidores foi o método mais utilizado. Assim, A Mãe tornou-se a responsável principal pelo Ashram. “Eu não estou fazendo Yoga isolado... Minha chegada a esta realização é a condição preliminar para que outros sejam capazes de atingi-la”, disse Sri Aurobindo.

Mesmo em seu retiro espiritual, ele estava sempre a par do movimento do mundo sobre questões científicas, culturais, políticas, entre outras. Inclusive na II Guerra Mundial ele e A Mãe intervieram diretamente, em favor da humanidade.




Independência da Índia

Em 1947, mais precisamente no dia 15 agosto, data de seu aniversário, a Índia tornou-se independente. “15 de agosto de 1947 é o dia do nascimento da Índia livre. Ele marca para ela o fim de uma era antiga, o começo de uma nova idade. Mas nós também podemos torná-lo, através de nossa vida e atos como uma nação livre, uma data importante em uma nova idade se abrindo para o mundo todo, para o futuro político, social, cultural e espiritual da humanidade (...).”, disse ele.




Mahasamadhi

No dia 5 de dezembro de 1950, Sri Aurobindo deixou seu corpo - Mahasamadhi . “Senhor, esta manhã tu me deste a certeza de que ficaria conosco até que teu trabalho seja realizado, não só como uma consciência que guia e ilumina, mas também como uma dinâmica Presença em ação.”, A Mãe.

Fonte: Revista Ananda - ed. centenário Sri Aurobindo, ago./1972. Edit. pela Casa Sri Aurobindo, Salvador/BA.




MIRRA ALFASSA, A MÃE

No dia 21 de fevereiro de 1878, nasce em Paris Mirra Alfassa , filha de pai turco e mãe egípcia.

Ela era chamada de “Mãe” pelos discípulos indianos, o que lhe confere um alto grau de respeito e individualidade, pois a Mãe representa a Shakti , o poder do Espírito. Ela cuidava desde o aspecto mais material possível, como conforto e alimentação, até a educação e espiritualidade.

Sri Aurobindo quando a viu pela primeira vez, pela forma que ela o cumprimentou, ele colocou no seu diário que tinha conhecido alguém que realizaria a espiritualidade dinâmica e que seria o seu canal de manifestação. A Mãe escreveu sobre Sri Aurobindo: “Sem ele eu não existo, sem mim ele não se manifesta”.

A Mãe desde pequena demonstrou sua compaixão pela humanidade. Participou na juventude de vários movimentos artísticos e filosóficos. Foi uma estudiosa dos poderes ocultos e lutou pela emancipação das mulheres e pelos direitos humanos. Gostava de esportes de um modo geral e tinha preferência pelo tênis. Tanto como pintora, pianista ou tenista, nunca fez questão de ser melhor em nada, pois dizia que o mais importante era estar sempre aprendendo.

Casou duas vezes, teve dois filhos e com esta experiência ela sabia como nenhum outro mestre orientar sobre os problemas humanos. Graças ao seu marido, escritor famoso Paul Richard, conheceu Sri Aurobindo e viu no mestre o Ser Divino com quem contactava através de sonhos. Escreveu em seu diário sobre Sri Aurobindo: “Conheci hoje alguém que me provou que chegará o dia em que a luz vencerá as trevas na Terra”.

A comunidade que ela organizou na Índia junto com Sri Aurobindo era o sonho dela, pois encontrou na Europa muitas pessoas que diziam que não se dedicavam a Deus porque não tinham tempo, nem espaço para isso. Ela estruturou um lugar onde os aspirantes espirituais têm casa, roupa, comida e tempo para se dedicar à espiritualidade. Por ser francesa, ela conseguiu estabelecer uma ponte entre o Oriente e o Ocidente.

“Mãe”, esse ser tão especial não poderia ser chamado por outro nome:

“Eu não pertenço à nação alguma, à civilização alguma, à sociedade alguma, à raça alguma, mas ao Divino.

Eu não obedeço à Mestre algum, à soberano algum, à lei alguma, à convenção social alguma, mas ao Divino.

A Ele eu entreguei tudo, a vontade, a vida, o eu; para Ele estou pronta a dar todo o meu sangue, gota por gota, se essa for Sua vontade, com uma alegria total; e a Seu serviço nada poderia ser um sacrifício, pois tudo é perfeita felicidade”. (A Mãe)

Texto de Tatiana Pinheiro, Profissional de Yoga Integral da ANYI.
(Fonte site da ANYI)