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domingo, 29 de novembro de 2009

Conversas com a Mãe Mirra Alfassa

O amor humano e o amor Divino

O amor é uma das grandes forças universais; existe por si mesmo e seu movimento é livre e independente dos objetos nos quais e através dos quais se manifesta.
O que você chama de amor, e pensa ser uma coisa individual e pessoal, é apenas sua capacidade de receber e manifestar esta força universal. Ele não é uma força inconsciente; é um poder sumamente consciente.
O amor é universal e eterno; está sempre se manifestando e sempre idêntico na sua essência. O amor, a força eterna, não tem apego ou desejo, não tem fome de posse nem ligação egoística;é, no seu movimento puro, a procura da união do ser com o Divino, uma procura absoluta, indiferente a todas as outras coisas.
Para manifestar o amor Divino você deve ser capaz de receber o Amor Divino, pois somente podem manifesta-lo aqueles que por sua natureza são abertos a seu movimento natural.

Música para o amor Divino:

Tu És Minha Vida

Tomaz Lima Homem de Bem

Tú és minha vida, és meu amor
És a doçura que eu quero achar
Tú és minha vida, és meu amor
És a doçura que eu quero achar
Em pensamento provei teu nome
Em pensamento provei teu nome
Senti quão doce
Quão doce é

Somente sabe quão doce és
Somente sabe quão doce és
Sabe aquele a quem te revés
Sabe aquele a quem te revés


Bhagavad Gita

Krishna fala para Arjuna sobre o Amor Universal

17- Quem é sereno e equilibrado em face de amigo e inimigo, imperturbável em face de louvoures e vitupérios, em face de calor e frio, em face de prazer e sofrimento, livre de qualquer escravidão - este me é querido.



domingo, 22 de novembro de 2009

Conversas com a Mãe Mirra Alfassa

Do livro Conversas com A Mãe
Ainda falta tempo para o fim das forças hostis?

Quer a coisa a ser realizada leve milhares de anos ou apenas um ano, de acordo com a computação humana, se você for uno com a consciência Divina, não tem a mínima importância, porque então deixa de lado as coisas da natureza humana entra na eternidade da natureza Divina. Aí você escapa deste sentimento de extrema impaciência que obseda os homens, porque querem ver as coisas logo feitas. A agitação, pressa, inquietude, não levam a nenhum lugar. É espuma no mar; é uma ansiedade exagerada que não produz nada. Os homens têm a impressão de que se não estiverem correndo para lá e para cá, precipitando-se em acessos de atividade febril, não estão fazendo nada. É uma ilusão de ação é uma das maiores ilusões da natureza humana...Aqueles que estão correndo assim, de lá para cá, são instrumentos de forças que os fazem dançar para seu próprio divertimento. E elas não são nem mesmo forças de melhor qualidade.
Tudo quanto tem sido feito no mundo, o foi pelos poucos que puderam conservar-se em silêncio, fora da ação; porque são eles os instrumentos do poder Divino. Eles são os agentes dinâmicos, os instrumentos conscientes que fazem descer as forças que transformam o mundo. É assim que as coisas podem ser feitas, não por uma atividade irrequieta. Na paz, no silêncio e na tranqüilidade o mundo foi construído; e cada vez que algo tem de ser verdadeiramente construído, é na paz, no silêncio e na tranqüilidade que isto deve ser feito. É ignorância pensar que você deve correr de manhã à noite e trabalhar em toda sorte de coisas fúteis para fazer alguma coisa pelo mundo.
Basta você recuar destas forças turbulentas para regiões calmas, para ver quão grande é a ilusão. De lá, a humanidade parece uma massa de criaturas cegas, precipitando-se em todos os sentidos, sem saber o que fazem ou por que fazem, apenas chocando-se e tropeçando uns nos outros. E é isso que eles chamam de ação e vida! É agitação vazia, não é ação, não é a verdadeira vida.
Eu disse uma vez que para falar durante dez minutos, você deveria permanecer em silêncio por dez dias. Poderia acrescentar que, para agir utilmente durante um dia, você deveria ficar quieto por um ano! É claro que não estou falando das ações comuns do dia-a-dia qua são necessárias para a vida cotidiana, mas para aqueles que têm ou crêem ter alguma coisa a fazer pelo mundo. E o silêncio de que falo é a quietude interior que apenas têm aqueles que podem agir sem se identificarem com suas ações, submersos nelas, cegos e surdo pelo ruído e forma de seu próprio movimento. Conserve-se fora da ação; eleve-se até os cumes dominantes destes movimentos temporais, entre na consciência da Eternidade. Só então você saberá o que é a verdadeira ação.

sábado, 31 de outubro de 2009

Sabedorias de Sri Aurobindo


Do livro: Sabedorias de Sri Aurobindo

Página: 85

A pressão do espírito escondido

O mundo é um grande jogo de esconde-esconde, no que o real se esconde por trás do aparente, o espírito por trás da matéria. O aparente mascara-se como real, o real é visto vagamente como

se fosse uma sombra sem substância. A grandeza do universo visível e de suas leis escraviza a imaginação do homem. O mundo é um sonho desperto, uma visão corporificada, uma massa

de conhecimento organizado em aparências corpóreas expressando várias idéias, cada uma apenas

Uma parte da única verdade imutável.

Conversas com a Mãe


Do livro Conversas com a Mãe
Página: 78/79/81

As forças hostis atacam alguém no plano mental como a fazem no plano vital?

A mente é um movimento, mas há muitas variedades de movimento, muitas camadas que se tocam e mesmo se comprimem umas nas outras. Ao mesmo tempo, o movimento que chamamos mente penetra dentro de outros planos. No próprio mundo mental há muitos planos(mente mais alta, mente intermediária, mente física e mente material).
O plano-mente que pertence ao mundo físico, à mente física, como nós chamamos usualmente, é mais material na sua estrutura e movimento que a verdadeira mente e está mais sob a influencia do mundo vital e das forças hostis. Esta mente física mantém geralmente uma espécie de aliança com a consciência vital mais baixa e seus movimentos; quando o vital mais baixo manifesta certos desejos e impulsos, esta mente mais material vem em seu auxilio para justifica-los e apóia-los com plausíveis explicações, raciocínios e excusas.
A mente de idéias puras que ainda não foram colocadas em forma, estão além desta invasão e influencia inferiores.

Quais são as condições do mundo psíquico? Qual é a sua situação com relação às forças hostis?
O plano psíquico ou plano de consciência é aquela parte do mundo, do mesmo modo que o ser psíquico é aquela parte do ser, que está diretamente sob a influencia da Consciência Divina; as forças hostis não podem ter nem mesmo a mais remota ação sobre ele.


sábado, 18 de julho de 2009

Conversas com a Mãe


Livro: Conversas com A Mãe
Sumário:
Sobre Yoga
Os perigos do Yoga
São as visões sinal de alta espiritualidade?
Devem-se sacrificar tudo pelo Divino?
A função exata do intelecto
Seres que parecem vampiros

Leitura do dia 10/07/2009
Estudo do livro: Conversas com a Mãe
páginas 52 e 53.

Capitulo V A função exata do intelecto

Discípulo pergunta:
Onde pode ser traçada a linha de demarcação entre o interior e o exterior?
Mãe responde:
A linha é muito flexível; ela pode estar tão próxima ou distante quanto você quiser.
Aqueles que são capazes de expandir sua consciência de modo tão vasto quanto o mundo, tornam-se o mundo; mas aqueles que estão fechados em seus pequenos corpos e seus sentimentos limitados detêm-se nestes limites: seus corpos e seus sentimentos mesquinhos formam para eles a totalidade de seu ser.

Pode a simples fé criar tudo , conquistar tudo?
A fé integral e absoluta conquista e cria tudo.
A fé só mental ou vital ou física não são suficientes. O ideal é ter uma fé integral, unir todas as partes do ser, descer até o subconsciente e deve fixar a fé em todas as células do corpo.

Sobre a morte:
A fixidez da forma que tornou a morte inevitável. A matéria tinha de assumir forma; a individualização e a incorporação concreta de forças-vida ou forças-consciência teriam sido impossíveis sem esta colocação em formas...

Páginas 54/55
Sobre a morte:
A forma individual persistiu como um molde excessivamente apertado; não seguindo o movimento do progresso, harmonia e forças de movimento; sendo jogado para fora da corrente. Num certo ponto ocorre a disparidade e desarmonia entre a forma e a força que a pressiona, seno inevitável a dissolução da forma. Uma nova forma deve ser criada, uma nova harmonia. Esta é a verdadeira significação da morte e esta é sua utilidade na natureza.

Sobre desastres e catástrofes:
Movimento de consciência que se expressa numa natureza oprimida por calamidades e catástrofes e numa humanidade em desarmonia. Toda desordem e desarmonia que vemos na terra são o resultado de resistência a força Divina. Não espere que a grande massa da humanidade busque a descida dessa força. Cada individuo ou um pequeno grupo ou um número limitado pode conseguir a descida de uma consciência superior ou força Divina na terra. Uma gota de consciência Divina que penetrasse na consciência da terra poderia mudar tudo aqui. Um novo poder descerá e mudará as condições de vida sobre a terra.
Todas as vezes que uma grande alma veio e revelou alguma luz de verdade ou trouxe
sobre a terra uma nova força, as condições na terra mudaram, embora não exatamente do jeito desejado ou esperado.

Leitura do dia 24/07/09:
páginas :56 e 57

...A terra está se preparando para a realização passo a passo e por etapas. Mudanças na civilização e na natureza. Se não é evidente, é porque vemos do ponto de vista externo e porque a matéria e suas dificuldades até hoje nunca foram tratadas com seriedade e completamente. Contudo houve um progresso; na consciência interior, houve descida da luz.
É perigoso tentar explicar ou entendê-lo com a inteligência mental limitada. Não tente ajustar o universo ao tamanho da mente humana...

Quantos de nós se lembram das vidas anteriores?
Em todos, em alguma parte de nossa consciência, há uma lembrança. Mas este é um assunto perigoso, porque a mente humana gosta muito de romance. ..Para alcançar a verdade destas coisas, a consciência que tem a experiência deve ser pura e límpida, livre de qualquer interferência mental ou vital, desembaraçada de noções e pensamentos pessoais e do hábito da sua mente de interpretar ou explicar tudo à sua maneira. Uma experiência de vidas passadas pode ser verdadeira, mas entre o que você viu e a explicação ou a construção de sua mente acerca disso, há sempre um grande abismo. Somente quando você puder se elevar acima de sua mente é que poderá alcançar a verdade.

31/07/09
Páginas: 58/59

Capítulo VI

Seres que parecem vampiros

Existem seres humanos que parecem vampiros. O que são eles e por que são assim?
Eles não são humanos; têm apenas uma forma ou aparência humana. São encarnações de seres do mundo que está imediatamente próximo do físico, seres que vivem no plano que chamamos de mundo vital. é um mundo de todos os desejos de violência e ganância e esperteza e toda espécie de ignorância; mas todos os dinamismos estão também lá, todas as energias-força e todos os poderes. Os seres deste mundo têm, por sua natureza, um estranho domínio sobre o mundo material e podem exercer sobre ele uma influência sinistra. Alguns deles são formados dos restos de seres humanos que persistem depois da morte, na atmosfera vital, perto do plano-terra. Seus desejos e ânsias ainda flutuam lá e conservam-se em forma mesmo depois da dissolução do corpo; frequentemente são impelidos a continuar manifestando-se e satisfazendo-se, e a consequência é o nascimento destas criaturas do mundo vital. Mas estes são seres de menor importância; se podem causar problemas, não é, porém, impossível lidar com eles. Existem outros, muito mais perigosos, que nunca estiveram em forma humana, que nunca nasceram num corpo humano sobre a terra, porque, de modo geral, eles se recusam a aceitar este modo de nascimento, pois é escravidão à matéria e preferem permanecer em seu próprio mundo, poderosos e nocivos, e de lá manter o seu controle sobre os seres da terra. Embora não queiram nascer na terra, eles querem estar em contato com a natureza física, mas sem ficar limitados a ela. Seu método é experimentar primeiro lançar sua influência sobre um homem; então entram vagarosamente na sua atmosfera e finalmente podem conseguir total domínio sobre ele. Estas criaturas, quando na posse de um corpo terreno, podem ter uma aparência humana, mas não têm uma natureza humana. Seu costume é valer-se da vida-forçados seres humanos; atacam e capturam um poder vital sempre que podem, e alimentam-se disto. Se vierem para dentro de sua atmosfera, você se sentirá deprimido e exausto repentinamente; se você ficar perto deles por algum tempo, cairá doente; se viver com um deles, ele poderá mata-lo.

Mas como é que se pode expulsar tais criaturas do ambiente de alguém, quando já estiverem lá instaladas?
O poder vital encarnado nestes seres é de uma natureza muito material e é efetivo apenas dentro de uma pequena distância. Geralmente, se você não viver na mesma casa ou não estiver em companhia deles, não cairá sob sua influência. Mas se você abrir um canal de conexão ou comunicação, então você propicia um intercâmbio de forças e fica sujeito a ser influenciado por eles, mesmo a uma grande distância. A maneira mais sabia é cortar toda conexão e não ter nada a ver com eles - a não ser que você tenha realmente grande conhecimento e poder oculto e tenha aprendido com resguardar-se e proteger-se - mas mesmo assim é sempre um coisa perigosa envolver-se com eles. Esperar transformá-los, como algumas pessoas fazem, é uma vã ilusão porque não querem ser transformados. Eles não têm nenhuma intenção de permitir qualquer transformação e é inútil todo esforço nesta direção.


07/08/09
Capitulo: Seres que parecem vampiros
pág: 60/61

Estes seres, quando num corpo humano, não estão sempre conscientes do que realmente são. Algumas vezes tem uma vaga sensação de que não são inteiramente humanos, no sentido comum. Contudo, existem casos em que são conscientes, e muito conscientes; não apenas sabem que não pertencem à humanidade, mas sabem o que são, agem nesse conhecimento e deliberadamente vão ao encalço de seus fins. Os seres do mundo vital são poderosos pela sua própria natureza; quando acrescentam conhecimento a seu poder, tornam-se duplamente perigosos.

Não é verdade que estas criaturas são atraídas para a vida espiritual, por alguma peculiar fascinação?
Sim, porque elas sentem que não pertencem a esta terra, mas vêm de algum outro lugar; e sentem também que possuem poderes dos quais perderam a metade, e estão ansiosa para consegui-las de volta. Então, onde quer que encontrem alguém que lhes possa dar algum conhecimento do mundo invisível, correm para ele. Mas elas confundem o vital com o mundo espiritual e em sua procura seguem os fins vitais e não os espirituais...elas se revoltaram contra as regras Divinas, porém, apesar de sua revolta, ou talvez por causa dela, sentem-se de algum modo presas e fortemente atraídas pela sua presença.
É por isso que acontece vê-las algumas vezes sendo usadas como instrumentos, para estabelecer contato entre aqueles que devem realizar a vida espiritual sobre a terra...O contato com aqueles que buscam a Verdade dá a estes seres sua chance de mudar. Tudo depende de como vão usar essa oportunidade. Aproveitada corretamente, pode abrir sue caminho para a libertação da falsidade e obscuridade e miséria, que é o estofo de que são feitas estas criaturas do mundo vital, e levá-las à Regeneração e à vida.

Não têm estes seres um grande controle sobre o poder monetário?
Sim. O poder do dinheiro está atualmente sob a influência ou nas mãos das forças e seres do mundo vital. É por causa desta influência que você nunca vê o dinheiro indo em quantias consideráveis para a causa da Verdade. Ele sempre se extravia, porque está nas garras das forças hostis e é uma das mentiras principais pela qual elas conservam seu domínio sobre a terra...

14/08/09 Lemos os textos na véspera do Aniversário de Sri Aurobindo.

21/08/09
pg 62/63

Não têm estes seres um grande controle sobre o poder monetário?
Sim. O poder do dinheiro está atualmente sob a influência ou nas mãos das forças e seres do mundo vital. É por causa desta influência que você nunca vê o dinheiro indo em quantias consideráveis para a causa da Verdade. Ele sempre se extravia, porque está nas garras das forças hostis e é uma das mentiras principais pela qual elas conservam seu domínio sobre a terra...Alguns homens ricos são brinquedos e instrumentos nas mãos dessas forças. Quando é para dar seu dinheiro para a causa da Verdade, são guiados pela plena consciência de sua avareza. Quando alguma parte dentro deles cede, eles doam, mais é raro acontecer. Gastam facilmente quando são impulsionados pelo beneficio de seus prazeres e desejos...

sábado, 11 de julho de 2009

Sabedorias de Sri Aurobindo


Livro: Sabedoria de Sri Aurobindo
Sumário:
Resumo da vida de Sri Aurobindo
Levanta teus olhos
Savitri
O ensinamento de Sri Aurobindo
Nosso Objetivo
A lei do caminho
Toda vida é yoga
Certezas
Os auxilios e o objetivo
O guru do yoga integral
Os simbolos exteriores
Forma
Porque a oração?
O mestre do mundo
O shastra de yoga integral
O senhor dos trabalhos
A vontade suprema
O homem um ser transcional ?
Deve sacrificar tudo pelo Divino?
A função exata do intelecto

10/07/09

Livro: Sabedorias de Sri Aurobindo

Capitulo: O Homem, um ser transicional

Páginas 62 e 63

Se a terra chama e o Supremo responde, a hora para essa imensa e gloriosa transformação pode ser agora mesmo.

A cada passo importante da ascensão da natureza, há uma reversão de consciência no espirito evolvente.


Leitura do dia 17/07/09

Livro: Sabedoria de Sri Aurobindo

Páginas: 64/65

Capitulo: O Homem, um ser transicional

A nova consciência alcançada na evolução do espírito é sempre mais elevada em grau e poder, sempre mais ampla, mais rica e refinada em faculdades, mais complexa, mais orgânica e dominadora que a consciência que era uma vez a nossa própria e que foi deixada para trás.Há maior amplidão e espaço, alturas antes intrasponíveis, profundidades e intimidades inesperadas. Há uma expansão luminosa que é o verdadeiro sinal manual do Supremo sobre o seu trabalho. A cada passo para frente ocorre uma expansão sempre mais rica e mais vasta.

Porque sendo o homem um ser mental, ele naturalmente imagina que a mente é o grande e único líder e ator e criador ou o agente indispensável no universo. Mas isso é um erro; mesmo em relação ao conhecimento, a mente não é o único instrumento maior ou possível, o único aspirante e descobridor. A mente está entre a ação precisa e a vastidão do subconsciente da natureza e a enormidade infalível da ação superconsciente da Divindade.

Não há nada que a mente possa fazer que não possa ser feito melhor na imobilidade da mente e na quietude do livre pensamento.

Quando a mente fica tranquila, então a Verdade aproveita-se da oportunidade para ser ouvida na pureza do silêncio.

A verdade não pode ser conseguida através do pensamento da mente, mas apenas por identidade e pela visão silenciosa. A verdade vive na calma da luz muda dos espaços eternos; ela não se manifesta no ruído e no pairar do debate lógico.

O pensamento na mente pode, no máximo, ser a vestimenta brilhante e transparente da verdade; não é nem mesmo seu corpo. Olhe através da veste e não para ela e você poderá ver alguma insinuação de sua forma. Pode ser um corpo-pensamento da verdade, mas é o pensamento e a palavra espontâneas supramentais que completamente formados, ressaltam da luz, não alguma imitação e miscelânea mentais e dificies. O pensamento supramental não é um meio para chegar à verdade, mas um modo de a expressar, pois a verdade na supramente é auto-criada ou auto-existente. É uma seta da luz, não uma ponte para alcançar.

Cale interiormente o pensamento e a palavra, fique imóvel dentro, olhe em direção à luz acima e para fora, em direção à vasta consciência cósmica que está à sua volta.

Seja uno cada vez mais com luminosidade e a vastidão. Então, a verdade raiará de cima sobre você e derramar-se-á em você de tudo à sua volta.


24/07/09

Livro: Sabedorias de Sri Aurobindo

Página: 66

...Numa mente impura o silêncio será logo preenchido por luzes enganadoras e vozes falsas, o eco e a sublimação de seus próprios conceitos e opiniões enfatuados ou a resposta a seu orgulho secreto, vaidade, ambição, lascívia,cobiça ou desejo...

O silêncio é indispensável, mas também há necessidade de amplidão. Se a mente não estiver silenciosa, ela não pode receber as luzes e vozes da Verdade suprema ou as recebe misturadas às suas próprias línguas trêmulas e ao balbucio pretensioco e cego. Ativa, arrogante, barulhenta, ela distorce e desfigura o que recebe. Se não for vasta, não pode abrigar o poder efetivo e a força criativa da Verdade. Alguma luz pode adejar lá, mas torna-se estreita, confinada e estéril: a Força que desce fica aprisionada e frustrada e se retira outra vez deste plano rebelde e estranho para suas vastas alturas. Ou mesmo se algo desce e permanece é uma pérola no lodaçal, porque nenhuma mudança acontece na natureza, ou então, se forma apenas uma fraca intensidade que aponta acanhadamente para as culminâncias, mas pode guardar e difundir no mundo á sua volta.


31/07/09

Livro: Sabedoria de Sri Aurobindo

Página: 67

A Alma e o Ser Psíquico

Quando a alma ou centelha do fogo Divino começa a desenvolver um individualidade psíquica é chamada de ser psíquico.

A alma ou centelha existe antes do desenvolvimento de uma mente e um vital organizados, como um Principio divino no interior dela, para servir de suporte para a evolução do individuo, da ignorância para a luz. Ela desenvolve no decurso da evolução um individuo psíquico ou individualidade-alma que cresce de vida para vida, usando a mente, o vital e o corpo evolventes como seus instrumentos. É a lama que é imortal enquanto o resto se desintegra, ela passa de vida, carregando sua experiência em essência e a continuidade da evolução individuo.

É a consciência toda, mental, vital e física, também que tem que se elevar para se unir a uma consciência mais alta e, uma vez realizada essa união, a consciência mais alta tem que descer dentro delas. O psíquico está por trás de tudo isso como base de apoio.

domingo, 5 de julho de 2009

Bhagavad Gita




Bhagavad Gita

10/07/09

Livro: Bhagavad Gita

A canção do Senhor

A história em que o Bhagavad Gita se baseia é um curto episódio da mais volumosa epopéia do mundo, O Mahabharata. O Gita põe em cena duas personagens de destaque dessa epopéia, Arjuna e Krishna, que transitam entre dois grandes exércitos alinhados para a batalha no campo de Kurukshetra.

trecho do livro: A essência do BHAGAVAD GITA PARAMHANSA YOGANANDA

Livro: Bhagavad Gita como ele é

Observando os exércitos

Resumo:

Bhagavad Gita

*Episódio do MAHABHARATA

*MAHABHARATA: 50 séculos atrás alude a eventos que se estendem até a presente era de Kali.

>Segundo os Escritos védicos, o Mahabharata, uma das grandes epopéias da Índia, foi compilado diretamente na forma escrita, tendo sido feito por Sri Ganesha, a pedido de Vyasa Deva (o seu autor) em meditação.

Conflito entre:

100 filhos de Dhrtarastra e seus primos, os Pandavas, ou filhos de Pandu.

Dhrtarastra e Pandu são filhos de Kuru, que é descendente do Rei Bharata (antigo governante da terra, do qual provem o nome MAHABHARATA).

Dhrtarastra, filho mais velho, nasceu cego(perdeu o trono por ser cego). Cego de nascença e privado da visão espiritual. Casou com Chandari e teve 100 filhos.

Pandu, filho mais novo, ficou com o trono.

Filhos de Pandu (são 5):

Yudhisthira(lutador)

Bhima(arqueiro)

Arjuna(arqueiro)

Nakula

Sajadeva

Pandu morre em idade precoce.

Dhrtarastra torna-se rei devido a morte do irmão mais novo e fica com a guarda de seus 5 filhos.

Os filhos de Dhrtarastra e os 5 filhos de Pandu são criados juntos na casa real. Treinados na arte militar pelo proficente Drona e aconselhados pelo venerável avõ do clã, Bhisma.

Pandavas = reino de Pandu

Duryodhana é o filho mais velho de Dhrtarastra, odiava e tinha inveja dos primos. Influenciado pelo próprio pai, tramou matar os primos.

Os Pandavas eram sempre protegidos pelo tio Vidura e seu primo o Senhor Krishna.

(Várias investidas contra a vida dos Pandavas)

Senhor Krishna Divindade suprema desceu a terra como um principe de uma dinastia Superior. Era sobrinho da esposa de Pandu, Kunti, ou Prtha, a mãe dos Pandavas. Assim Krishna protegia os filhos de Pandu.

Duryodhana desafia os primos a participarem de um jogo. Durante o jogo capturam a esposa dos Pandavas, Draupadi. Humilham a esposa dos primos despiando-a perante os reis e pincipes. Krsna intervem salvando a moça. Duryodhana fala que o jogo foi fraudulento e exila os primos por 13 anos. Ao voltarem do exilio exigem pelo menos 5 aldeias e Duryodhana recusa ceder nem um punhado de terra.

A guerra era inevitável, apesar de os Pandavas serm tolerantes e pacientes. Aliados de Dhrtarastra e de Pandavas mediavam as negociações e até o próprio Senhor Krishna pleiteiou a paz, sendo recusado.

Depois de tantas propostas a guerra era inevitável, devido a tantas recusas.

Os Pandavas reconheciam a superioridade suprema da Personalidade de Deus, enquanto os filhos de Dhrtarastra não tiveram a mesma atitude.

Krishna não lutaria, pois é a Suprema Personalidade de Deus.

Ofertou as 2 partes: Seus conselhos ou sua força armada.

Escolha:

Dhrtarastras = força armada

Pandavas= conselho de Krishna

Sanjaya= secretário de Dhrtarastra.

Krishna é o orador do Gita.

Kuruksetra=local de peregrinação

Dharma Ksetra = campo de batalha

Deste modo, Krishna tornou-se o Quadrigenário de Arjuna, incumbindo-se de dirigir a quadriga do famoso arqueiro. Neste ponto começa o Bhagavad Gita.

Bhagavad Gita

Livro: Bhagavad Gita Huberto Roden

Página: 20

Fala Krishna para Arjuna:

O sábio nunca se entristece, nem por causa dos mortos e nem por causa dos vivos. O Ser Real nunca deixa de existir(nosso corpo material não equivale à destruição metafisica do nosso corpo imaterial, isto é, da individualidade). O verdadeiro Ser vive sempre. Assim como a alma incorporada experimenta infância, maturidade e velhice dentro do mesmo corpo, assim passa também de corpo a corpo - sabem os iluminados e não se entristecem.